SPC defende: é preciso mudar o panorama da prevenção da morte súbita cardíaca no país

Numa audiência que decorreu ontem, dia 9 de janeiro, na Assembleia da República, convocada pela Comissão Parlamentar de Saúde, procurou-se encontrar respostas e soluções para promover a prevenção da morte súbita cardíaca em Portugal. Na ocasião, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e a Comissão Parlamentar de Saúde concordaram na necessidade de mudar o panorama da morte súbita cardíaca no país, alegando que esta pode ser evitável e prevenível, se os passos certos forem dados.

“Podemos estar rodeados de médicos, mas se não temos os meios necessários para socorrer um cidadão perante um episódio de morte súbita, a situação não se vai resolver,” assim sintetizou o flagelo da morte súbita cardíaca em Portugal o Prof. Doutor João Morais, presidente da SPC. Atualmente, ocorrem no país cerca de 10 mil casos de paragem cardiorrespiratória por ano. Segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), apenas 3% das vítimas sobrevive, o que reflete as lacunas do nosso sistema de socorro pré-hospitalar. Não existe uma cultura de socorro enraizada na sociedade portuguesa e, segundo o INEM, em 57% das paragens cardiorrespiratórias presenciadas não é realizada qualquer manobra de reanimação até chegada do socorro. A área da prevenção da morte súbita cardíaca, no entender dos cardiologistas, está longe de ter uma resposta adequada e é, por isso, um dos domínios onde ainda há muito por fazer.

O ideal pelo qual a SPC tem lutado é que todos os cidadãos usufruam do direito a ser reanimados, ou seja, que num episódio de morte súbita, e enquanto as equipas do INEM não chegam, os portugueses possam contar com a ajuda de cidadãos com formação para aplicar suporte básico de vida e que possam aceder e manusear um desfibrilhador automático externo (DAE), caso tenham formação para o efeito.

Contudo, a realidade do país não é essa: de acordo com o Registo Nacional de Paragem Cardio-respiratória Pré-hospitalar, partilhado pelo INEM, em 2016, dos 12 mil casos de tentativas de ressuscitação em que as manobras de reanimação cardiopulmonar foram aplicadas, apenas 681 cidadãos chegaram vivos ao hospital, ou seja, há uma mortalidade de 95% “na rua”. Apesar de todos reconhecerem que o número de sistemas de cardio-desfibrilhação em locais públicos deve ser maior, o número de pessoas aptas e com autorização para utilizar os DAE´s é ainda muito inferior ao desejável e mesmo o número de pessoas com formação em suporte básico de vida é muito reduzido.

Assim, a SPC propõe que a Comissão Parlamentar de Saúde patrocine a criação de um grupo de trabalho exclusivamente dedicado ao tema da prevenção da morte súbita com o INEM, Cruz Vermelha, Bombeiros, Conselho Português de Ressuscitação, SPC e outras entidades que, em conjunto, possam avaliar e rever o Decreto-Lei 184/2012 (que prevê a obrigatoriedade da instalação de equipamentos de desfibrilhação automática externa em locais de acesso público), apresentando um conjunto de medidas que promovam o direito de todos os portugueses a serem reanimados. Na opinião da SPC, o Decreto-Lei 184/2012 poderá ser melhorado, uma vez que apresenta lacunas e disparidades quanto à execução e realidade nacional.

A SPC considera ainda que é urgente colocar o tema da prevenção da morte súbita na agenda política e criar campanhas de literacia em saúde que promovam a importância de todos os cidadãos estarem aptos a saber aplicar suporte básico de vida e manusear um DAE, assim acentuando o conceito de cidadania que este tema envolve.

SPC defende: é preciso mudar o panorama da prevenção da morte súbita cardíaca no país

SYONE – Heróis PME

O Afogamento é um problema de saúde pública e o seu tratamento é a prevenção.

A Syone tem sido uma parceira oficial da Resgate – Associação Nadadores Salvadores do Litoral Alentejano. Em 2007 abraçou um projecto de prevenção ao afogamento desenvolvido pela Resgate, o Programa Nadador Salvador Júnior e em 2018 esse apoio continua com a mesma energia.

Este Programa é direccionado para jovens dos 5 aos 17 anos de idade e o grande objectivo é transmitir uma cultura de segurança, prevenção e salvamento no meio aquático.
De 2005 a 2017 participaram neste programa de prevenção ao afogamento mais de 3000 jovens.

São 11 anos a apoiar uma causa que mundialmente mata 372 mil pessoas em todo o mundo, dados oficiais da Organização Mundial de Saúde.

A Syone esta a concorrer aos Prémio Heróis PME,uma iniciativa da Yunit em parceria com a SIC Noticias tem como objectivo distinguir 10 PME nacionais ” que têm tido uma forma diferente de estar no mercado” que não tenham medo de arriscar e que tenham ultrapassados desafios exigentes.

Vamos apoiar a Syone através de um Post nas redes sociais e também no nosso site.

https://goo.gl/6AYRUQ

 

 

O fabuloso Programa Nadador-Salvador Júnior de Sines

Deus criou o mundo, a vida, e dela surgiu o ser humano
Os anjos foram enviados por Deus para nos ajudar
O primeiro anjo a entrar no mar chamou-se “Guarda–Vidas”

(Szpilman, 1999)

Os verdadeiros herdeiros de Vasco da Gama


Salvar vidas com responsabilidade (foto: Resgate)

Fundada em 2001, a Resgate – Associação de Nadadores Salvadores do Litoral Alentejano é uma associação sem fins lucrativos com sede em Sines, terra de Vasco da Gama. A sua área de trabalho estende-se pelos concelhos de Santiago do Cacém, Sines e Odemira, vigiando por ano 15 a 18 praias e contratando para essas funções cerca 40 Nadadores Salvadores por Época Balnear.

A génese do Programa Nadador Salvador Júnior

Trabalho de Equipa, Força, Resistência, Experiência, Coragem, Disciplina, Lealdade e Resiliência

Foi nesta associação que, em 2005, nasceu o ambicioso Programa Nadador Salvador Júnior (PNSJ), com o objetivo de desenvolver uma cultura de segurança, prevenção e salvamento em meio aquático, assente em 8 valores fundamentais: Trabalho de Equipa, Força, Resistência, Experiência, Coragem, Disciplina, Lealdade e Resiliência.


Aprender os princípos do salvamento (foto: Resgate)

Um projeto que tem crescido todos os anos, em grande parte devido às estratégias aplicadas e a parceiros entusiastas, tais como autarquias locais, autoridade marítima local, bombeiros, escolas, entidades militares e entidades privadas.   O seu apoio nos aspetos logísticos, financeiros, comunicacionais e também formativos, tem proporcionado uma maior diversidade de conteúdos e o enriquecimento do currículo do projeto.

 

O PNSJ presente em dois conselhos

A estrutura do programa foi sofrendo algumas alterações decorrentes do seu próprio desenvolvimento. Inicialmente o PNSJ realizava-se apenas em Sines, mas com o aumento das inscrições de NSJ residentes mais a Sul, nomeadamente no concelho de Odemira, tornou-se viável a abertura de um programa em Vila Nova de Milfontes. Assim, a partir do ano de 2011, a Resgate passou a realizar dois programas por cada Época Balnear:  Sines em julho e Vila Nova de Milfontes em setembro.

Tartarugas, Pinguins, Focas, Golfinhos, Tubarões e Cadetes

Devido ao crescente número de inscrições, foram feitas alterações na forma como são organizados os participantes. Em 2005, o programa tinha a duração de duas semanas e contava com participantes dos 8 aos 17 anos, divididos em dois grupos:  dos 8 aos 13 anos na primeira semana, e dos 14 aos 17 anos na segunda semana. Em 2017, cresceu para três semanas e abrangeu crianças e jovens dos 4 aos 17 anos de idade, divididos em seis grupos: na primeira semana, Pinguins (7 e 8 anos) e Focas (9 e 10 anos), e ainda o grupo das Tartarugas (5 e 6 anos), com atividades apenas durante três dias dessa semana; na segunda semana, Golfinhos (11 e 12 anos) e Tubarões (13 e 14 anos);  na terceira semana, NS Cadetes (entre os 15 e os 17 anos), sendo que os NS Juniores com 14 anos que já tenham participado em duas ou mais edições do programa, juntam-se também a este grupo.

Durante a semana do programa, as crianças e jovens têm 4 horas de atividade por dia, com exceção de um dia da semana em que os NS Juniores passam a noite em atividade, e do dia de estágio em que passam o dia inteiro a acompanhar os Nadadores Salvadores em contexto real na vigilância das praias. As atividades desenvolvidas durante o programa incluem práticas de condição física e saúde, história do ISN e da Resgate, primeiros socorros, técnicas de resgate e autossalvamento, adaptação ao meio aquático, reconhecimento do meio e contacto com equipamento de resgate, entre outras.

Os Instrutores Júnior

O programa conta ainda com o grupo dos Instrutores Juniores que tornam possível a sua realização nas dimensões atuais.


Instrutores júniores com golfinhos (foto: Resgate)

A figura do Instrutor Júnior apareceu pela primeira vez no PNSJ em 2009, durante a semana dos mais pequenos, tendo sido implementada em 2010 para todo o programa. Todos os instrutores são jovens do grupo NS Cadetes, que participaram no programa em várias edições e que, tendo o perfil indicado, são convidados por parte da coordenação para continuarem no programa, mas agora com a responsabilidade de acompanhar, ajudar e ensinar os Nadadores Salvadores Juniores. Neste grupo, tal como nos NS Juniores, os jovens também estão organizados por grupos: Instrutor Rookie – primeiro ano como instrutor, Instrutor Júnior – mais de um ano como instrutor e Instrutor Sénior – mais de cinco anos como instrutor.

 

Mais de 500 crianças e jovens em 2017

Em 2017, o Programa Nadador Salvador Júnior contou com a participação de mais de 500 juniores o que, comparado com a primeira edição deste programa, representa um crescimento de dez vezes mais. Importa ressalvar que em 2017 as inscrições fecharam num espaço de horas e que todos os anos ficam de fora mais de 100 pessoas. trata-se de um programa que pretende continuar a crescer e que já ajudou a formar mais de 30 nadadores salvadores profissionais.

Inscrições para 2018 abrem já no dia 1 de fevereiro

As inscrições do PNSJ 2018, para a 14ª Edição, em Sines, e para a 8ª Edição, em Vila Nova de Milfontes, abrem no dia 1 de fevereiro de 2018, no site da Associação Resgate, a partir das 08h00.


Jogos didáticos de praia.
Aprender a brincar (foto: Resgate)

Em Sines a lotação para os grupos é:

– Tartaruguinhas (5/6 anos): 25 crianças

– Pinguins (7/8 anos), Focas (9/10 anos), Golfinhos (11/12 anos), Tubarões (13/14 anos) e NS Cadete (15/16/17 anos): 70 jovens por grupo.

Em Vila Nova de Milfontes a lotação é 20 crianças no grupo Tartaruguinhas e 120 crianças e jovens no total dos restantes grupos.

 

Calendário do 14º PNSJ – Sines

9 a 15 de julho – NS Cadetes

16 a 22 de julho – Pinguins e Focas

17 a 19 de julho – Tartaruguinhas

23 a 29 de julho – Golfinhos e Tubarões

 

Calendário do 8º PNSJ – Vila Nova de Milfontes

3 a 9 de setembro – Pinguins, Focas, Golfinhos, Tubarões e NS Cadetes

4 a 6 de setembro – Tartaruguinhas

Mais informações podem ser encontradas no site da Resgate , na página do Facebook da Resgate – ANSLA ou através do mail .

 

A Revista de Marinha felicita a Resgate e louva esta importantíssima iniciativa, já no seu 13º ano consecutivo de atividade, um programa dos mais importantes do nosso país no que respeita a criar uma verdadeira cultura marítima.

Porque é nas crianças e nos jovens que está o futuro da maritimidade portuguesa.

Notícia retirada de Revista de Marinha 

 

Programa Nadador-Salvador Júnior

 Sines e Vila Nova de Milfontes

 

Cartaz PNSJ Sines 2018 Cartaz PNSJ VN Milfontes 2018

Regulamento PNSJ Sines           Regulamento PNSJ VN Milfontes

 

INSCRIÇÕES A 1 DE FEVEREIRO

Abertura das inscrições dia 1 de fevereiro

Sines – Julho de 2018

V.N. Milfontes – Setembro 2018

Resgate

Mais informação pelo email resgatejuniores@gmail.com

Estrada da Costa do Norte, nº 38 F

Sines, 7520-134 Portugal 

Telefone: 91 643 15 04

 

Morre afogado após salvar filha

 

Homem ainda conseguiu empurrar a filha de 13 anos para as rochas, mas foi arrastado.

Na praia do Banho, em Porto Covo, Sines, estavam poucas pessoas, apesar do dia de calor. Fábio Fernandes, de 39 anos, e a filha, de 13, estavam na água pelas 14h00 de ontem, quando foram arrastados pela corrente. Por instinto, o pai ainda conseguiu empurrar a menor para as rochas onde ficou segura. O homem acabou por ser levado pelo mar.

Depois de ser resgatado, não resistiu às paragens cardiorrespiratórias, apesar dos esforços das equipas médicas e de socorro.
Os nadadadores-salvadores do programa Seawatch, os Bombeiros e a Polícia Marítima chegaram à praia em poucos minutos, após o alerta dos banhistas, e retiraram o homem da água, já sem sentidos. Seguiram-se duas horas intensas de manobras de reanimação no areal. A vítima, de nacionalidade brasileira e residente em Alpiarça, acabou por ser transportada em estado crítico para o Hospital de Santiago do Cacém, onde acabaria por ser confirmado o óbito.

A menina sofreu escoriações e recebeu tratamento no local, tal como a mãe, por ter ficado em choque. Ambas estão também a receber apoio psicológico.

“É preciso redobrar atenções e ter muito cuidado nas praias, sobretudo quando não estão vigiadas. Não arriscar e ter atenção sobretudo às crianças”, referiu Sá Coutinho, comandante do Porto de Sines, que coordenou a operação.

Época Balnear A época balnear abriu ontem nos principais destinos turísticos portugueses. No caso do concelho de Sines esse mesmo período só tem início a 15 de junho. Até lá, as praias continuam sem vigilância.
Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

 

Corpo de menino afogado em S. Torpes já foi encontrado

 

Corpo do pequeno Manuel Carvalho estava nas rochas, a um quilómetro e meio do local onde desapareceu. Foi encontrado de manhã, por um popular

O corpo do menino que desapareceu na praia São Torpes, no concelho de Sines, no passado dia 21, foi encontrado segunda-feira, 29 de Maio, nas rochas, a cerca de 1,5 quilómetros a sul, revelou a Polícia Marítima.

“A informação chegou-nos cerca das 07:45”, através de “um popular que avistou o corpo”, disse à agência Lusa o comandante da Polícia Marítima e capitão do Porto de Sines, Manuel Sá Coutinho.

Segundo o comandante, o corpo apareceu “fora de água, nas rochas que se encontram junto à costa”, sensivelmente “a 1,5 quilómetros a sul” do local onde o menino havia desaparecido.

“A autoridade de Saúde já esteve no local, a confirmar o óbito, temos autorização do Ministério Público e o corpo vai ser removido pelos bombeiros para a morgue do Hospital do Litoral Alentejano”, no concelho de Santiago do Cacém, indicou a fonte.

No passado dia 21 deste mês, o menino, de 10 anos, estava na água, na praia, com o pai, que terá saído do mar e deixou de ver o filho, tendo o alerta para o desaparecimento do rapaz sido dado cerca das 16:30 desse dia.

As autoridades realizaram, então, buscas por mar, terra e ar para tentar encontrar o menino, com meios da Polícia Marítima, dos bombeiros, GNR e Força Aérea, sem resultados, até hoje.

O Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima disponibilizou-se para prestar apoio psicológico aos familiares do menino.

Trinta e seis pessoas morreram afogadas entre 01 de janeiro e 01 de maio deste ano, metade das quais no mar, segundo os dados divulgados pelo Observatório do Afogamento, da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores.

De acordo com o Observatório, nenhum dos locais onde as 36 pessoas morreram – 28 homens e oito mulheres – tinha vigilância.

A Polícia Marítima e militares da Marinha reforçaram no início do mês a presença nas praias, alertando para os riscos das condições do mar.

Notícia retirada de https://diariodaregiao.pt

 

Cinco pessoas salvas no mar

 

Cinco pessoas foram resgatadas do mar na tarde de dia 12 de Maio, na praia da Parede, em Cascais, junto ao Hospital Sant’Ana.

Uma mulher de 38 anos caiu ao mar e, prontamente, quatro pessoas entraram na água para a socorrer. No regresso, foram impedidas pela forte agitação das ondas. O alerta foi dado às 15h28 e a Polícia Marítima, no local, resgatou rapidamente as cinco pessoas com a ajuda de embarcações. A mulher foi retirada do mar em estado inconsciente.

Os bombeiros voluntários da Parede, Oeiras e Estoril estiveram na praia a prestar socorro com 24 operacionais e 11 viaturas.
Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

Quatro mortos em dia trágico em praias portuguesas

 

Morre no hospital após ser retirado da água na Caparica

 

Na Costa da Caparica, três pessoas foram retiradas da água por volta das 13h05 do dia 1 de Maio, na Praia da Rainha.  Um homem e uma mulher de 26 anos apresentavam sinais de hipotermia e foram assistidos no local. Um terceiro homem, de 32 anos, foi retirado da água já em paragem respiratória e acabou por morrer no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

As três vítimas faziam parte do mesmo grupo. Estavam na praia e resolveram dar um mergulho. Foram retirados da água por surfistas que estavam no local, mas um deles não resistiu ao afogamento.

O segundo comandante dos bombeiros voluntários de Cacilhas, Jorge Paulo, disse à agência Lusa que o homem, de 31 anos, morreu por afogamento no Hospital Garcia de Orta, em Almada, para onde foram também transportados os dois outros feridos ligeiros por hipotermia.
Aquele responsável adiantou que foram feitas ao homem manobras de reanimação e foi ainda transportado com vida para o hospital. Segundo Jorge Paulo, o homem que morreu entrou no mar para tentar salvar as outras duas pessoas que ficaram feridas.

Estiveram, na Praia da Rainha, os bombeiros de Cacilhas, INEM e elementos da Polícia Marítima. A praia não estava a ser vigiada, uma vez que ainda não arrancara a época balnear.

Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

 

Casal morre na Nazaré

 

Na Nazaré, as vítimas são um casal de turistas espanhóis, com idades de 77 e 75 anos.

Estariam a passear na praia, junto à zona de rebentação quando foram arrastados por uma onda. Quando os meios de salvamentos chegaram , já pouco havia a fazer. A mulher, de 75 anos, foi retirada da água já cadáver, o homem esteve desaparecido durante mais de duas horas, tendo sido encontrado já sem vida.

O alerta chegou pelas 14h35. Decorreram no local buscas por terra com meios dos bombeiros e pelo mar com recurso a uma mota de água da estação salva-vidas. Esteve também no local um meio aéreo a realizar buscas pelo homem que acabaria por ser encontrado pouco depois das 16h00.

Também neste caso, a Praia da Nazaré não estava a ser vigiada por nadadores-salvadores.

Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

 

Mulher morre arrastada pela corrente

 

Depois da notícia de uma morte na Caparica e outras duas na Nazaré, uma quarta morte foi confirmada ao final da tarde na Póvoa de Varzim. Trata-se de uma mulher que foi arrastada por uma onda quando passeava no areal com o marido. O homem, de cerca de 60 anos, foi resgato da água por um nadador-salvador que, embora não estando de serviço, assistiu ao acidente e saltou para dentro de água. A mulher foi depois retirada da água, já sem vida.

As vítimas serão de nacionalidade estrangeira e estavam integradas num grupo que visitava a Póvoa de Varzim. O acidente aconteceu por volta das 18h30 em A-Ver-o-Mar, na Póvoa do Varzim.

Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

 

Encontrado corpo de mulher desaparecida na Zambujeira

 

Foi encontrada no dia 1 de Maio a mulher de 80 anos que se encontrava desaparecida depois do carro em que seguia com o filho, que ia a conduzir, ter caído de uma ravina junto ao porto de pesca da Zambujeira do Mar.

As buscas no mar, com mergulhadores, foram interrompidas pelas 00h10 de domingo por falta de visibilidade e foram retomadas às 07h00 de segunda-feira. Dez minutos depois, a Polícia Marítima, acompanhada por uma lancha, uma corveta e um helicóptero, e com a ajuda dos bombeiros de Odemira, encontraram o corpo da mulher, já sem vida.  O corpo foi recuperado através do meio aéreo.

Segundo as autoridades presentes no local, o carro ficou preso em rochas junto ao mar e o condutor, de 47 anos, conseguiu sair da viatura e pedir socorro para a mãe que estava presa dentro da viatura. As autoridades encontraram a viatura praticamente submersa numa zona “de ravina extremamente acidentada”, mas sem a presença da passageira.

Luís Oliveira, comandante dos Bombeiros Voluntários de Odemira, disse à CMTV que o automóvel caiu de uma altura de cerca de 60 metros e que a mulher que se encontrava desaparecida tinha 80 anos.

O condutor foi assistido no local, tendo sofrido ferimentos ligeiros. No local estiveram os Bombeiros de Odemira, duas ambulâncias do INEM, elementos da Polícia Marítima e da GNR.

As autoridades já estão a investigar as causas do acidente.

Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

 

 

Banhista morre a nadar para gruta

 

Um banhista alemão com cerca de 60 anos morreu na manhã do passado dia 12 de Abril, vítima de doença súbita quando nadava em direção à gruta de Benagil, em Lagoa.

O alerta foi dado por outros banhistas que iam visitar a gruta – muito procurada mas também perigosa e onde já foram feitos diversos resgates – e viram o homem a boiar de cabeça para baixo. Entre os banhistas estava um médico, que tentou socorrer a vítima, sem sucesso.

O corpo foi retirado pelo salva-vidas de Ferragudo e o óbito declarado pelo INEM.

Notícia retirada de http://www.cmjornal.pt

 

 

REGISTOS

 

Desde 1997, os registos da Resgate apontam para um total de:

  • 570 Salvamentos

A partir do ano de 2002, há registos de:

  • 194 677 Ações Preventivas ( Diretas e Indiretas )
  • 13 425 433 Banhistas nas Praias
  • 2 511 Picadas de Peixe-Aranha
  • 3 902 Escoriações
  • 1 973 Outros ( Entorses, Alergias, Picadas de Abelha, etc)

Na seguinte tabela estão representados os registos desde 1997 até ao ano passado, 2016.

Nota: Antes da Resgate nascer, apenas eram registados os salvamentos. Com o surgimento da Associação, começaram-se a registar todas as outras ocorrências, avisos, e até o número de banhistas nas praias.

 

 

Como Sobreviver a um Agueiro

 

Quatro pessoas morreram no passado dia 1 de Maio nas praias portuguesas. Oitenta por cento dos afogamentos acontecem por causa de agueiros. Saiba como sobreviver a um.

O mar também mata e, no passado dia 1 de Maio, morreram quatro pessoas nas praias nacionais. Os agueiros, que representam a causa de 80 por cento dos afogamentos que acontecem na costa portuguesa, são imprevisíveis e incontroláveis, mas há algumas medidas que pode tomar se se vir apanhado no meio de uma corrente.

 

Simplificando: os agueiros são correntes que se formam perpendicularmente à linha de areia, geradas pela ondulação ou pelas linhas de profundidade oceânica. Em muitos casos, o banhista só se apercebe que está a ser arrastado para águas profundas quando perde o pé e tem dificuldades em regressar à areia.

 

«Existem três tipos de agueiros», diz Olga Marques, chefe do Serviço de Assistência a Banhistas do Instituto de Socorros a Náufragos. «Os permanentes, os móveis e os súbitos. Isso faz com que seja impossível determinar a sua localização ou frequência.» É um perigo inconstante e fortuito.

 

Nem sempre é fácil identificar um agueiro, mas há sinais que podem denunciar uma corrente perigosa. «Normalmente a zona onde corre o agueiro tem uma cor mais acastanhada. A água é mais profunda e escura». Pode também haver espuma à superfície que se estende até à rebentação. Numa zona de agueiro, há menos ondas a quebrar.

 

Caso se veja apanhado por uma destas correntes, há algumas regras que podem melhorar as suas hipóteses de sobrevivência. «A primeira é não entrar em pânico», diz Olga Marques. «Depois é não tentar nadar contra a corrente. Deve tentar nadar paralelamente à costa, afastando-se lateralmente até deixar de sentir a força da corrente, para conseguir voltar a terra.»

 

Notícia retirada de noticiasmagazine.pt

 

 

Morreram 36 pessoas por afogamento desde o início do ano

SARA MATOS/GLOBAL IMAGENS

Nadadores salvadores e concessionários defendem vigilância sempre que as temperaturas sobem e há pessoas nas praias

Trinta e seis pessoas morreram por afogamento em Portugal desde um de janeiro, 18 das quais no mar. Os dados são do Observatório do Afogamento, plataforma criada pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, e foram cedidos ao DN ontem, um dia após a morte de quatro pessoas em praias onde a vigilância só começa em junho. Ao DN, as entidades envolvidas nas questões balneares dizem que não faz sentido antecipar a abertura da época balnear, mas há quem defenda uma mudança das normas. Concessionários e nadadores salvadores são a favor da vigilância em qualquer altura do ano, consoante as condições climatéricas, mas assegurada por entidades do Estado.

Contactada pelo DN, a Agência Portuguesa do Ambiente remete para o enquadramento legislativo desta matéria, que diz que a duração da época balnear é definida mediante os períodos em que se “prevê uma grande afluência de banhistas, tendo em conta as condições climatéricas e as características geofísicas de cada zona ou local”. Um procedimento que requer a apresentação de propostas por parte os municípios às administrações das regiões hidrográficas. De acordo com a divisão de comunicação da APA, nesta altura, “na maior parte das zonas o mar ainda não oferece condições para a prática balnear e, por essa razão, só a zona de Cascais é que iniciou a época balnear [no dia 1 de maio]”. Segue-se Albufeira no dia 15.

Para Coelho Dias, porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, não faz sentido antecipar a abertura da época balnear, já que a solução que existe atualmente é “de equilíbrio” e “assenta na sustentabilidade”. O que não quer dizer, ressalva, “que não seja motivo para refletir”. “Na perspetiva de algumas pessoas, perfeito era ter nadadores salvadores o ano inteiro, mas isto tem que assentar em princípios de sustentabilidade. Quem é que paga? Há trabalho para isso?”.

Lembrando que há concessionários que pagam aos nadadores salvadores para assegurar a vigilância fora da época balnear, Coelho Dias destaca que “não se pode impor todo o ano.” Parte da solução, frisa, é as pessoas tomarem consciência “que têm de incutir nelas próprias uma cultura de segurança, não se exporem ao risco.”

Concessionários é que pagam

Quem paga os salários dos nadadores salvadores são os concessionários, algo que, para a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), está errado. “Devia haver vigilância em função das condições climatéricas, mas, para isso, têm que deixar de ser os concessionários a contratar. Podia ser criada uma taxa municipal, por exemplo, e ser a autarquia ou a autoridade marítima a contratar”, sugere Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS, acrescentando que já fez essa proposta a grupos parlamentares e sucessivos governos.

O ideal, destaca Fernando Tadeia, “era que as praias tivessem vigilância o ano todo, mas não nos mesmos moldes”. No inverno, sugere, se existisse uma viatura com dois nadadores salvadores a percorrer as praias, “evitavam-se muitas mortes”. De resto, à semelhança do que acontece nos EUA, a vigilância seria determinada em função das previsões meteorológicas.

Uma opinião semelhante é partilhada por João Carreira, presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia: “Não faz sentido antecipar a época balnear, mas criar parcerias com associações de nadadores salvadores, câmaras, concessionários e ISN, para haver equipas no terreno – de mota de água e moto 4 – quando o tempo está bom”. Destacando que há muitos concessionários ainda fechados e que estes já asseguram a vigilância na época balnear, diz que querem fazer parte da solução, mas não podem “suportar tudo”.

Cascais e Albufeira mais cedo

Em Cascais, a época balnear começou na segunda-feira. Ao DN, fonte da autarquia explicou que “praias limpas e com qualidade, bons equipamentos de praia e sol atraem, desde cedo, milhares de portugueses e turistas às praias do concelho”, pelo que não fazia sentido esperar até dia 1 de junho. Todos os anos, a autarquia investe cerca de 100 mil euros em ordenados dos nadadores, já que assegura os salários, juntamente com os concessionários, durante todo o mês de maio e os primeiros 15 dias de outubro. “Nas praias sem concessão, paga sozinha os salários”.

Já em Albufeira, Carlos Silva e Sousa, presidente da autarquia, diz que “as condições de segurança, apoio e clima” também levam a que a época comece a 15 de maio. Anualmente, há uma “reunião magna” com os concessionários e “todos concordam” que é a altura indicada. Na Nazaré, onde um casal de idosos morreu afogado na praia, anteontem, o município diz que “há abertura” para “estudar, conjuntamente com a APA e a Capitania do Porto, a antecipação da época balnear”.

As quatro mortes por afogamento elevaram para 36 as vítimas mortais este ano, mais do dobro do número total de mortes em 2009 (68). Um dado preocupante, diz Alexandre Tadeia, que se deve ao facto de “não existir segurança aquática nos conteúdos programáticos” e de não haver “uma cultura de segurança aquática em Portugal”, pelo que a FEPONS está a criar um programa de segurança aquática para as escolas. Alexandre Tadeia alerta que a segurança aquática poderá ficar ainda mais ameaçada se avançar o projeto lei “para tornar facultativa a presença de nadadores em piscinas”.

Notícia retirada de dn.pt

Valdir morreu pouco antes de mudar de vida

Estava prestes a completar 32 anos. Um dia de praia acabou por ser fatal. Valdir Tavares entrou pelo mar da Costa de Caparica para ajudar um casal. “Ele era assim, corajoso”, conta um amigo. Valdir tinha-se despedido do trabalho e dos colegas na sexta-feira: em breve, ia regressar a Cabo Verde, onde nasceu, para começar um novo desafio profissional. Além de Valdir, mais três pessoas morreram nas praias portuguesas esta segunda-feira.

Valdir Tavares, 31 anos, foi uma das quatro pessoas que morreram nas praias portuguesas esta segunda-feira. Tinha ido até à Costa de Caparica, em Almada, para passar um bom bocado com os amigos. Aproveitar o feriado e o bom tempo. Eram 13h quando entrou no mar.

“Os surfistas aperceberam-se que estavam três pessoas na água e foram socorrê-las. Quando se aproximaram, quem estava em melhores condições físicas era o homem que viria a morrer. Foram puxados pela corrente”, diz ao Expresso o capitão do Porto de Lisboa Paulo Isabel. “As testemunhas no local indicaram que o homem [Valdir] tentou salvar o casal que estava na água”, acrescenta.

Com o aparato dentro de água, os surfistas aproximaram-se. Conseguiram resgatar o casal, mas perderam Valdir de vista por uns minutos. Quando o reencontraram, estava em paragem cardiorrespiratória. No areal, tentaram a reanimação. Foi levado para o Hospital Garcia de Orta, mas Valdir não resistiu. Às 15h40 foi dado como morto.

“Sei que morreu heroicamente a tentar salvar um casal. Não vou procurar mais detalhes porque não é o mais importante”, conta ao Expresso João Narciso, amigo de Valdir. “Morreu fiel aos seus princípios, gostava de ajudar os outros e, perante uma situação daquelas, o Valdir era incapaz de ficar quieto. Tinha muita coragem física e psicológica.”

Há meses que Valdir falava no regresso a Cabo Verde. As saudades de casa apertavam e a vontade de abraçar uma nova aventura profissional era enorme. Pediu uma licença sem vencimento, que foi aceite – trabalhava na área de recursos humanos na Administração Central do Sistema de Saúde. Tinha-se despedido dos colegas de trabalho na sexta, viu o Benfica no sábado.

“Talvez a razão por ele ainda estar cá era o aniversário. Queria passar a data com os amigos aqui e depois ia embora. Já tinha emprego lá”, refere João Narciso.

Formado em Gestão de Recursos Humanos em Economia Monetária e Financeira, estava em Portugal desde 2003, quando veio para se licenciar. Foi aí que Valdir e João se conheceram.

“Jogávamos futebol na equipa da universidade, foi o capitão da equipa. Ficámos amigos a partir dessa altura. Era uma pessoa a alegre, bem-disposta e que nunca se queixava da vida. Era muito chegado à família e católico. Bom aluno, bom colega, bom amigo colega, desportista e atleta”, recorda. Os dois estiveram juntos pela última vez há uma semana.

Valdir era o mais novo de seis irmãos (os pais e dois irmãos viviam em Lisboa). Era filho de Benvindo Tavares, um antigo funcionário do Conselho Nacional do Partido Africano de Independência de Cabo Verde e sobrinho de António Mascarenhas Monteiro, presidente do país entre 1991 e 2001. Mas Valdir “não gostava de falar disso”.

Naquele que foi o primeiro dia da época balnear em muitas praias portuguesas, 1 de maio, ficou marcado por quatro mortes. Além de Valdir, também um casal de espanhóis e uma mulher austríaca foram vítimas do mar. O homem e a mulher com cerca de 60 anos afogaram-se na praia da Nazaré. Ao início da noite, a austríaca, que passeava com o marido à beira-mar, foi arrastada por uma onda na Póvoa de Varzim.

“É preciso lamentar quatro mortes nas praias portuguesas. O único apelo que posso fazer é que as pessoas tenham cuidado. O tempo está magnífico, mas ir ou estar próximo do mar envolve riscos que todos temos de respeitar”, disse aos jornalistas o ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

Notícia retirada de expresso.sapo.pt